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domingo, 15 de novembro de 2020

Qual o Comprimento de um Cumprimento?

 Se antes não existia, períodos pandêmicos fizeram questão de estabelecer a medida. Um metro e meio de distância põe na balança as intimidades e forçam a valorizar as relações.


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Te Agradar


Ou gosta de mim como sou, ou trate de se apartar. Ou aceite o fim, ou trate de se adaptar. Se minha essência como é, te atraiu, por que torná-la diferente? Me dê o devido espaço, para ser cada metro de mim. Sou de me transbordar, não me caibo, não me tente conter. Sou a minha melhor versão, e se ela não converge contigo, mude então você.
Como posso ser quem tu quer que eu seja, se já descobri o amor próprio que é um caminho irreversível. Sou uma receita original, que dispensa acréscimo de mais outro ingrediente. Ou degusta, ou engole, não vou agradar teu paladar. Me mastigue ou tome em gole, só cuidado pra não se engasgar.



quinta-feira, 12 de novembro de 2020

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Exército

 Algumas desuniões entre nós, mas nunca fomos minoria. Exército que entre si, muita das vezes diverge, criando mais barreiras que as já postas. Mas só estamos aqui, por que vieram antes de nós e muitas destas barreiras derrubaram. Exercemos nossos direitos, e ainda não como deveríamos, mas graças a cara que um dia foi dada à tapa. E os radares foram destruídos, sensores que barravam a ida e vinda, gerando perseguições de morte que perpetuam até hoje. Silêncio também é resposta, mas não quando se é um exército com um arsenal e muita bala. Calado é o acovardado, incubado, que omite suas verdades. Levantai a bandeira do orgulho, pois quem assume, luta, e não passa batido, passa batendo, com o punho doído, se defendendo.



Regar

O benefício de colher, não se dá somente ao ato de plantar, mas também ao de regar. É simples derrubar as sementes pelo caminho, disso até os pássaros irracionais são capazes, difícil é cuidar, mantendo as pragas longe e o solo molhado até florescer.


quem esqueceu, esqueceu

Não podemos culpar pelo esquecimento, quando também nos esquecemos. Não lembrar é reciprocidade livre, além de ninguém ser insubstituível. Só some algo que se perdeu. E se perdeu, larga de mão ou procura? Laços foram feitos para serem amarrados ou cortados. Só se cobra a presença, quando o afeto tem ausência. Culpa é abandonar no passado o que tem significado, por um erro que não foi perdoado, um braço a torcer que não foi dado. É século XXI e distância física não impede contato. Quem esqueceu, esqueceu, isso é fato.


terça-feira, 29 de setembro de 2020

Em Qualquer Âmbito

É no amor que a gente realiza quem nós somos. Viver de forma egoísta, é nunca se realizar como pessoa. Independente de alguém ser chamado ao matrimônio, ao celibato ou sacerdócio, se essa pessoa vive para si mesma ou para o próprio prazer, ela não é feliz! Isso em qualquer âmbito de relacionamento. Se eu tiver uma amizade, não serei feliz buscando apenas a minha felicidade. Isso namoro, família, amizade, casamento... Falo de reciprocidade, sem isso não há plenitude.

  

domingo, 27 de setembro de 2020

Fundo do Poço

Depois de entender o fundo do poço, estou satisfeito onde estou. Depois de compreender a tristeza, estou confortável com o que sinto agora. Depois de perceber a importância da minha dor, estou contente por poder senti-la. Parece definitivamente perturbador ler alguém dizendo que está tudo bem, mesmo não estando tudo bem. Deve ser realmente indigesta a ideia de ter que aceitar que é possível viver sem estar feliz, mas também deve parecer um pouco falso o discurso de que o fundo do poço é confortável. Mas, se me permite perguntar, o que você vê no fundo do seu poço? O fundo do poço te assusta?

Não é muito complicado problematizar a vida. Basta apenas um minuto de introspectividade para refletir, basta alguns minutos dedicados para as redes sociais, basta não receber aquela mensagem esperada e basta ter consciência de si e do seu papel na vida que protagoniza para perceber que estamos envolvidos em problemas o suficiente para esquecer o que nos faz humanos. E são tantas as possibilidades que viabilizam nosso desencontro da humanidade que parece até um plano do divino para que jamais estejamos satisfeitos com nossas pequenas chances de desconstrução, construção e evolução. Parece que somos afastados da oportunidade de vivenciar a plenitude de uma vida cheia de variáveis.

Não tenho grandes considerações para dizer sobre a alegria, sobre a vida que é vendida no Instagram, sobre as filosofias de gratidão que são constantemente cagadas por quem escolheu fugir da realidade. A perfeição é comercial, ela vende, ela atrai olhares e seduz quem nem sequer está perto de alcançá-la. E quem me disse tudo isso? O fundo do poço. Foi na minha realidade, na minha infelicidade e no meu fim da linha que me tornei capaz de compreender que não é verdade a história de que temos que ser contrários ao que vivemos hoje. Se somos ensinados a trair nossos sentimentos todas as vezes que sentimos algo que não compreendemos, como poderíamos ser capazes de conviver com algo pleno e satisfatório como a perfeição? A dor e a tristeza também são comercializáveis, mas por que somos empurrados para longe delas quando temos que senti-las?

Não é normal se sentir infeliz, assim como não é normal se obrigar a estar feliz. No meu poço, fui capaz de ver o que não via. Foi na solidão e na escuridão que me tornei capaz de sentir, de me sentir. Não, não estou dizendo que você deve iniciar agora uma jornada de autoconhecimento pela sua dor. Só gostaria de dizer algo que jamais escutei de qualquer outra pessoa: está tudo bem se você não está bem. Você não precisa se obrigar a escalar o fundo do poço se não tem forças para o fazer sozinho. Você não precisa querer sair do fundo do poço se sente confortável aí. Você não precisa passar mais nem um dia aí se sentir que esse não é o seu lugar. O mundo é repleto de possibilidades, de variedades, de momentos e de instantes. Viva os seus sem medo daquela alegria que tentam constantemente nos empurrar garganta abaixo. Você não precisa ser feliz hoje. Eu não precisei.


Vero

Melhor a Veracidade de uma Fantasia

Do que a Farsa de uma Realidade


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Vazio Humano

Antes era chorar, querendo o que eu não tinha, tendo o que eu não queria. Hoje é chorar, por não ter o que eu não queria, mas tinha, não querendo o que eu queria, tendo o que eu não tinha.


domingo, 30 de agosto de 2020

Órgão Vital

Poderia eu ter usado só o corpo, mas preferi o coração. Talvez escolhendo o órgão sexual ao invés do vital, ainda o teria aqui. Mas escolhi as pulsações e promessas que havia nele e não somente o prazer daquela pele. Era no coração onde continha o poder de dar vida à toda morte que eu carregava. Foi o destino quem tudo foi traçando, e por eu nunca crer em coincidências, só pulei.
E meu era só o perecível, mas pelo mal costume de não me contentar, tive ambição e tudo eu quis. Tão pequeno, não fui capaz de preencher tal espaço, e ainda que minha alma transbordasse, não seria ela quem caberia sob medida no espaço vazio daquele coração.



sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Tolos e Sábios

Os ignorantes e os tolos, tem mais verdades que os sábios. Pois o que lhes é posto, crido é facilmente e sem consulta. Do contrário, os sábios todo conhecimento crivam num senso, até chegar no fator crível.


domingo, 23 de agosto de 2020

Caminho pro Céu

Foto Por: 3ternize

Digamos que as regras de herdar o céu não seja as que aprendemos ao pé da letra, e ficasse por sua conta absorver ou condenar as pessoas, como seria seu julgamento? Como seriam suas proximidades e afetos? Como viveriam tendo esta verdade?



Réu


Desculpe-se você com a vida, e pare de culpá-la. Como um detetive sempre buscando um novo suspeito, culpado por seus crimes inafiançáveis. Já não cabe mais culpar a vida ou o que lhe venha acarretar numa infelicidade. Descubra o espelho. Se veja! Dói tanto assim se apontar? É tão difícil parar de procurar o erro ao derredor? Acha melhor endividar algo em culpa, do que assumir o que é defeituoso?


quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Sou Além do que Vê

Um sorriso com uma vida entre altos e baixos, mas sem perder a esperança de dias melhores

Sou energia, pois se fosse matéria, já não estaria mais aqui suportando o peso diário do mundo, dessa gravidade terrestre

Sigo pensando que não pertenço a esse planeta, minhas aspirações na vida são tão diferente dos demais

Não sou melhor ou pior, nem tampouco igual, como os muitos atrás do vil metal

Onde matéria tem valor, quando pra mim apensas preço

Pessoas boas tem valor, bons sentimentos são eternos

Busco apenas minha paz, saúde e escrever, ajudar quando posso, só não me permito atrapalhar

A idade chega, tantas coisas repetem, mas a consciência ativada, mente ligada, sem mais tempo pra errar

Momentos felizes são o bem maior, e que Deus permita alcançar...


Por: Belle Silva



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

- O Fim Repentino dos Contos Eróticos -

Por uma boa temporada, ou quase a vida toda do blog, aqui também não só compartilhamos a poesia da alma, mas também a poesia da pele, como diz a bio do Monóloguz, acima do perfil do autor. 

E por 4 anos, o "Poesia Erótica" divulgou os contos e fantasias, mais aleatórios e improváveis, narrando as histórias de nossos amigos e leitores, de forma poética e com rimas, sempre anonimamente, protegendo a identidade dos personagens.

Os contos eróticos do blog, movimentaram centenas e até milhares de views pro Monóloguz até aqui, mas hoje encerra repentinamente, por questões políticas da Template. Felizmente este não é o fim do blog, e nem o fim do Poesia Erótica, até por que, aqui não é o único endereço do Monóloguz, e o Fissão Binária também é um mecanismo de produção de conteúdo, pobre, mas é.

Com esta nota de esclarecimento, venho agradecer a todos que acompanharam os contos eróticos narrados aqui pelo blog, e dizer que "Da nudez da pele à nudez da alma, Monóloguz continua sendo poesia..."






terça-feira, 18 de agosto de 2020

Em Tão Tão Distante

Nunca pensei um dia
beijar o pecado
Ou olhar no olho da luxúria
Um inferno quente aqui nesse quarto
O fogo no peito
Fazendo jus à essa ardúria
Pele na pele
Carícias machucam
Prazer na dor
É o segredo
deuses sentem inveja do nosso amor
Que cedem a falha de se render ao medo

Te levo no céu
São vários infernos
No quarto, na sala, cozinha, banheiro
Tudo que de ruim vir nos matar
Lavamos a alma debaixo do chuveiro

É "fácil " beijar todo meu corpo
Difícil tocar a minha alma
Arrepiar meu espírito
Trazer pra minha guerra
Paz, calma
Luz na minha escuridão
É o brilho do teu olhar
A tua pele vindo até mim
Mesmo no escuro
Consigo me enxergar
Entra, senta, chora
Calma eu não disse por onde
Vou te mostrar o amanhecer
E te contar onde o amor se esconde


segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Solidez

Se você se apega muito ao passado, você está destinado a revivê-lo todos os dias. Existem momentos na vida que é necessário excluir pessoas, apagar lembranças, jogar fora o que machuca, abandonar o que faz mal. Se libertar das coisas que nos prendem, olhar para frente e enxergar a imensidão de caminhos ao nosso redor, ao invés de sempre insistir no mesmo erro e na mesma dor. Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e principalmente a gostar de quem gosta de você. Nem todos os dias terminam como a gente quer, mas podem começar como a gente sonha. Valorize-se!

Por: Diogo Mello


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Sabedoria em Trecho

[Marca-Texto]


Como alguns já sabem, tenho um apreço bem grande pelos escritos de Paulo Coelho. E neste Marca-Texto basicamente declaro isso, com o segundo livro que apresento deste escritor aqui. E é com imensa honra que venho falar desta obra, literalmente sublime, que ultrapassa a realidade comum vista por maioria de nós. Este livro que vou abordar no Marca-Texto, é pioneiro nessa coleção que tenho desse autor, e volta e meia acrescento mais um à prateleira. Fã deste escritor maravilhoso ainda não posso dizer que sou, já que Paulo Coelho tem inúmeras obras publicadas e não completei minha coleção, nem tenho nenhum autografado. Mas os poucos livros que li, me expandiram de tal forma, a ponto de eu nunca mais ser o mesmo à cada leitura.

O primeiro livro que li de Paulo Coelho, foi por via de uma cantora latina, no qual eu era fã na adolescência. Anahí, além de ler os livros deste autor, fez menção à ele em boa parte da arte do álbum "Mi Delírio Deluxe Edition", e até lançando uma faixa especial com o mesmo nome do livro "Aleph".

Logo bastou pra que eu procurasse por todas as bancas e livrarias, e enquanto não o encontrei, não me contentei. Então comecei a leitura do livro "O Aleph" por volta de 2011 pra 2012. E por fim entendi o motivo de o livro ter originado uma musica e o que ela dizia.

"O Aleph" é um livro que narra uma história, porém dentre os acontecimentos pude extrair muita sabedoria em diversos trechos. Por isso separei aqui, alguns deles narrados em vídeos, inclusive sublinhados na mesma época que li a obra pela primeira vez.

Significado: 1 - Segundo Paulo Coelho, Aleph "é um ponto que contém todo o Universo, que leva a outra dimensão, em busca de respostas que podem transformar vidas".

Ainda, segundo o autor, "é o ponto onde tudo está no mesmo lugar ao mesmo tempo, diante do qual abrem-se portas, por fração de segundo, e logo tornam-se a fechar, mas permitem desvelar o que está escondido atrás delas - tesouros, armadilhas, caminhos não percorridos etc".

2 - É um símbolo (palavra), que tem por finalidade representar a primeira letra do alfabeto Hebraico. Originalmete Aleph.

3 - Portais que nos permite experiências espirutais, acessando outros momentos vividos.

Págs.: 36, 38, 73, 91, 139, 151, 225.



sábado, 8 de agosto de 2020

Bipartição


Foto Por: 3ternize



pudera eu ser outro e olhando nos olhos me amar

somos almas gêmeas de nós mesmos

cansados de nos procurar

quisera o feito da bipartição, me dividir, me separar

poder ser quem cobiço, comigo flertar

amor próprio a ponto, de fazer me desejar

ser quem é meu tipo, quem eu quero transar

poder me dar prazer, muito além de masturbar

muito além de me lamber, além de me tocar

seria me transcender, me arrebatar

o amor na medida certa, que até o céu me iria levar

e mais que me foder, mais que me gozar

unicamente me compreender, iria me abraçar

ouvir tudo o que tenho pra dizer, e me fazer acreditar

que eu sou o amor da minha vida, e vim pra me salvar


domingo, 19 de julho de 2020

Venha à Nós



Se houve alguma intimidade, tratêmos já de cortá-la. Se alguma confiança foi dada, a desconsidere. É uma pena as qualidades irem só até a página dois. Não que não se deva ter defeitos, mas é desonesto mostrá-los tarde demais. Minha afinidade não cabe num pote, muito menos num cômodo e pra mim é incômodo todo esse oportunismo.
É venha à nós, mas não seja feita a egoísta vontade. Aqui é a terra e não o céu, onde se luta pelo pão de cada dia, inclusive hoje. Como se pode querer o perdão da ofensa, se não perdoa à quem se tem ofendido. Não nos deixeis cair na tentação de te livrar do mal, pois teu é o colher, da sua conduta e trajetória para todo o sempre. 


segunda-feira, 6 de julho de 2020

S'emanar


Ser feliz não é só sextar, sabadar ou domingar, mas também segundar, terçar, semanar. Se emanar, nas mesmas boas vibrações todos os dias. Pois pobre coitado o que se emana, sendo feliz só aos fins de semana, vivendo da aparência que não consegue refletir diariamente.

E sair pra chamar a Senhora Felicidade, sem hora, cedo ou tarde. Sem terra, sem teto, sem grade. Felicidade não mora, é liberdade. É lar, sem acesso restrito. É maior que um bairro, cidade ou distrito, é estado, estado de espírito.


domingo, 5 de julho de 2020

Recíproco


Segurou-me pela mão 
Voou comigo lado a lado
Mas soltou quando falou 
Que não se sentia preparado

Cansei de amor abdicado
Que em meio tantas promessas 
Só me sobra o descaso

Caí no chão, despedacei 
Logo juntei meus cacos
É que eu precisava estar inteira
Pra fumar meu baseado

Apertei, ascendi
Recebe, universo
A retina não alcança
Por isso o amor é cego
 
Amor esse, que acendeu em mim,
Como seria se você dissesse sim?
Por: Thay Santos 


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Urubus

Querido, você assassinou meu coração. Depois o desovou nos confins da desilusão. Fora o crime perfeito, premeditado. Aconteceu tão rápido. Através de disparos de sua arma de indiferença, meu coração foi atingido. Agonizou e por fim, morreu. Agora ele está decompondo-se, servindo de alimento pros urubus afobados, que o devoram parciamente, de pedaço em pedaço...


Por: Yasmin Lírio 

Abstrato

Hora de pensar na vida
No brilho das estrelas
Nos raios de luzes do sol 
Que acalma nossa pele

É poesia, simples poesia
Que tira do abstrato
E torna realidade 
Saber contemplar

O vento próximo de partir
Toca meu tímido corpo 
E me faz pensar em você

No mais encantador sorriso
Nos olhares involuntários
Primeiro contato verbal.
Por: Wallace Oliveira