perdoe-se
por perdoar
o imperdoável
Passamos por períodos mais turbulentos, perdemos boa parte da população(vale citar que com contribuições de um certo genocida), perdemos amigos, familiares e artistas queridos como Paulo Gustavo por exemplo. Tivemos nossos prejuízos, perdemos nossas formas de socializar, perdemos os abraços, os beijos, o calor humano. É claro que hoje vivemos épocas melhores, ou melhor, menos piores em comparação aos últimos 3 anos, mas a juventude tem sede dessa retomada social, além de uma geração recém chegada na vida adulta que mal desfrutou da ressocialização e está cheia de gás.
Novas gestões de governo chegaram e independente do desconcontentamento com resultado democrático, eleitos servem as nossas necessidades e devem trabalhar pelas nossas causas, em prol do desenvolvimento e cuidado da população, não podemos perder essa esperança. Logo, gratidão SUS pelas vacinas disponíveis e toda assistência dada à quem tem acesso a esse direito. Conscientizar não é assustar, o mínimo é se imunizar!
aquele que não sabe nadar
te puxa com a corrente
consigo vai te afogar
na maré alta do que sente
maturidade pra mergulhar
num mar de desilusão
e não vale se castigar
por entregar o coração
não estrague
não sufoque
deixe respirar
só afague
não afogue
aprenda a nadar
fim da lua nova
começo de um novo dia
onde o Brasil posto à prova
com resistência respondia
dia em que o facismo perdeu
e brasileiro se unia
católico, bruxa e ateu
todos pela democracia
venceu a voz do povo
heroico e de brado retumbante
que não é nenhum filho da puta
lua nova do dia novo
brilhou no céu da pátria nesse instante
pra mostrar que um filho teu não foge à luta
Sempre tentarão, e em muitos dos casos até conseguirão matar o amor. E assim como foi com Deus no passado, também tem sido em nossos corações hoje em dia. Mas os que tentam contra o amor, esquecem que ele pode ressurgir dos mortos e eles não.
acusar e apontar, afasta o reconhecimento do erro
quando o silêncio faz a consciência ecoar a própria culpa
poetas não são santos
mas querem me canonizar
não me escondo nesses mantos
de perfeição a se zelar
se sou romântico ou puritano
na necessidade de julgar
se cancela ou passa pano
me culpando pelo que projetar
sou de verdade
e seria muito irônico
me resumir pra encaixar
vivo na realidade
sem culpa pelo platônico
da expectativa que se criar
velada depressão
desencadeia compulsão
comprar pra não se matar
depois se matar pra pagar
ciclo vicioso de débito
os concelhos eu não ouço
mais limite no meu crédito
dói mesmo é no bolso
entre giletes e boletos
gastar é meu impulso
possuir para viver
entre dívidas e sonetos
me economiza o pulso
a satisfação de ter
se não fode ama, sai de cima
se não entra, sai da porta
eu que já perdi o clima
e mais nada me importa
nada contra romancinhos
mas exigem demais paciência
não tenho idade pra joguinhos
de verdade ou consequência
ou é, ou não é
vai somar na minha vida
ou ser mais uma decepção
ou fica, ou mete o pé
que amor não enche barriga
nem sexo enche coração
Bendita a hora em que decidi sair do armário! E não, não é sobre assumir minha sexualidade, isso eu fiz com 15 anos de idade pro meu pai, antes mesmo da minha mãe saber. Mas me refiro a sair do armário com relação aos meus pensamentos, sobre assumir meus sentimentos à 7 anos atrás, em agosto de 2015. Assumir meus monólogos publicamente, levar minhas questões e modo de ver tudo do meu interior pra outra pessoa, foi e é libertador, um divisor de águas na minha vida.
Não falo aqui dos meus 7 anos escrevendo, como se eu tivesse vencido ou zerado a vida, mas falo com referência à plenitude e felicidade que sinto em compartilhar minha essência e expressar a entidade poética todo esse tempo, além da gratidão que é inenarrável. E lembro que em 2013 tive a coragem de mostrar pra uma amiga no ensino médio(que por sinal não esta mais entre nós, saudosa Beatriz), que logo se viu no que eu havia escrito no poema. Aquilo então me deu fôlego para reunir, editar, reescrever e produzir novos textos, para que eu pudesse ter algum conteúdo para expor.
Mais tarde, entendi que a motivação não era sobre ter a validação de outra pessoa, mas sobre poder tocar outra alma e empatizar com ela. Então achei que poderia alcançar mais pessoas e levar pra elas a mesma sensação libertadora de saber que os sentimentos não são singulares. Nessa época não se falava de poesia ou qualquer forma de literatura entre os jovens da minha idade, nem muito menos se abordava sobre na mídia, além de blog ter sido esquecido em 2009 pela internet, já que tínhamos o estouro das redes sociais.
Mas decidi investir mesmo assim nas publicações dos meus escritos, afinal eu precisava organizá-los além do papel e caneta. Desde então, publico aqui fielmente desde os meus 20 anos. Já pensei por diversas vezes em parar, mas o amor pela escrita não me deixa frear esse impulso por escrever sem necessariamente um fim lucrativo(inclusive atualmente estou nessa meta para que se torne um). Pois expressar o que eu sinto escrevendo, é o que eu sou e reflexões sobre amor e resiliência são minha matéria favorita.
Poesia como um imã sempre me sugando de volta, nas diversas áreas da minha vida, ligou caminhos que eu jamais poderia imaginar cruzar, proporcionando um leque de ciclos que tem ecoado e laços que tem fortalecido minhas asas. Hoje produzo todo tipo de conteúdo, mas não paro com a diversidade poética autoral do Monóloguz, ainda mais numa era em que o blogueiro tem sido um pouco mais valorizado e o escritor independente tido seu espaço na rede. E se Deus permitir, em breve na sua mesa de cabeceira. Gratidão pelo afeto!
Em fim tomei minha terceira dose da vacina contra o covid-19. Graças ao SUS(Sistema Único de Saúde), temos vacinas suficientes para toda a população, como é direito de todo cidadão brasileiro. E boa parte do nosso dinheiro está investido nisso, não da forma como deveria, mas nossos impostos custeiam a saúde pública e os demais sistemas.
E como é de lei eu produzir um texto ideológico a respeito, sinto que neste eu deveria falar sobre o que parece estar vindo por aí. Mal saímos da pandemia de um vírus, que por sinal ainda não se extirpou, e já temos uma nova doença, que atualmente atinge aproximadamente cinco mil pessoas no mundo. A varíola dos macacos, provocada pelo monkeypox vírus, é uma zoonose e não é uma doença nova, foi descoberta por volta de 1958 nos macacos e infectou humanos por volta de 1970, mas até então só era comum em alguns países.
Até que em maio, nos deparamos com um surto internacional, declarado pela OMF(Organização Mundial da Saúde), uma emergência de saúde pública. É uma zoonose viral, ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos e também se propaga entre as pessoas. A transmissão desse vírus, ocorre comumente pelo contato físico, e os sintomas são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, fraqueza, gânglios linfáticos inchados e erupção ou lesões cutâneas, durando entre duas e quatro semanas.
Então eu me pergunto, o que será do brasileiro, se o governo do nosso país continuar seguindo pela direção que tem trilhado? Será que teremos suporte pra mais um surto, que tem a probabilidade de se estender pelo brasil?
Informações sobre a doença coletadas de brasil.un.org/pt-br
Siga, admire e tenha como referência, mas se prefira sempre. Nesse mundo de aparência, se não se amar, nem entre.
O que mais se vê, é ostentação e felicidade, quando boa parte disso nem é real. que tudo flui também na verdade, sem necessariamente postar na rede-social.
Mais que mostrar, é sentir, estando on ou off. Felicidade num mínimo detalhe pode residir, nem sempre no livro inteiro, às vezes só numa estrofe.
Molde que obriga a se enquadrar, nem sempre faz bem pra mente. Espaço que te força a se encaixar, é uma prisão literalmente.
Não é justo e é uma loucura expor mais do que a vivência. Ter que estampar que é feliz a qualquer custo, não é estilo de vida, é doença.
Eles sabem que sua fraqueza está em duvidar de seus próprios poderes como semideus e só assim podem afastar o que soa como uma ameaça. Eles sabem que mais que te sabotar, é fazer você mesmo se sabotar, e dessa forma o cavalo de troia nem precisa entrar pelos portões, mas se forma dentro das muralhas.