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segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

vacina 4.0


 Não se iluda com o que a mídia expõe, ou melhor, com o que a mídia "não" expõe sobre os casos do covid-19. Acontece que os dados não estavam sendo divulgados e também não é muito lucrativo que pessoas limitem a própria socialização, inclusive em períodos comemorativos como o Carnaval por exemplo, mestre de aglomeração. Com isso, não tem se visto mais as mesmas abordagens de prevenção e cuidados que havia durante a pandemia, e que por sinal ainda não se estirpou, sucedendo surto de sua variante.

 Passamos por períodos mais turbulentos, perdemos boa parte da população(vale citar que com contribuições de um certo genocida), perdemos amigos, familiares e artistas queridos como Paulo Gustavo por exemplo. Tivemos nossos prejuízos, perdemos nossas formas de socializar, perdemos os abraços, os beijos, o calor humano. É claro que hoje vivemos épocas melhores, ou melhor, menos piores em comparação aos últimos 3 anos, mas a juventude tem sede dessa retomada social, além de uma geração recém chegada na vida adulta que mal desfrutou da ressocialização e está cheia de gás. 

 Novas gestões de governo chegaram e independente do desconcontentamento com resultado democrático, eleitos servem as nossas necessidades e devem trabalhar pelas nossas causas, em prol do desenvolvimento e cuidado da população, não podemos perder essa esperança. Logo, gratidão SUS pelas vacinas disponíveis e toda assistência dada à quem tem acesso a esse direito. Conscientizar não é assustar, o mínimo é se imunizar!


terça-feira, 22 de novembro de 2022

Deus me perdoe


 passei por cada coisa 

que eu vivia criticando 

Deus me perdoe 

por viver julgando 


segunda-feira, 21 de novembro de 2022

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

maré



aquele que não sabe nadar

te puxa com a corrente

consigo vai te afogar

na maré alta do que sente


maturidade pra mergulhar

num mar de desilusão

e não vale se castigar

por entregar o coração


não estrague

não sufoque

deixe respirar


só afague

não afogue

aprenda a nadar


sábado, 5 de novembro de 2022

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

lua nova

 

fim da lua nova

começo de um novo dia

onde o Brasil posto à prova

com resistência respondia


dia em que o facismo perdeu

e brasileiro se unia

católico, bruxa e ateu

todos pela democracia


venceu a voz do povo

heroico e de brado retumbante

que não é nenhum filho da puta


lua nova do dia novo

brilhou no céu da pátria nesse instante

pra mostrar que um filho teu não foge à luta


terça-feira, 27 de setembro de 2022

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

sábado, 24 de setembro de 2022

dos mortos

 Sempre tentarão, e em muitos dos casos até conseguirão matar o amor. E assim como foi com Deus no passado, também tem sido em nossos corações hoje em dia. Mas os que tentam contra o amor, esquecem que ele pode ressurgir dos mortos e eles não.


quarta-feira, 21 de setembro de 2022

dedos

 acusar e apontar, afasta o reconhecimento do erro

quando o silêncio faz a consciência ecoar a própria culpa


antiaderente


as verdades sempre se mostram

pra quem não adere à mentira


sexta-feira, 9 de setembro de 2022

conosco


 nem sempre são conosco

como queremos que sejam

mas podemos ser

como queremos

que fossem conosco


domingo, 4 de setembro de 2022

sábado, 27 de agosto de 2022

mantos


Fotos por: @3ternize

poetas não são santos

mas querem me canonizar

não me escondo nesses mantos

de perfeição a se zelar


se sou romântico ou puritano

na necessidade de julgar

se cancela ou passa pano

me culpando pelo que projetar


sou de verdade

e seria muito irônico

me resumir pra encaixar


vivo na realidade

sem culpa pelo platônico

da expectativa que se criar


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

giletes e boletos

velada depressão

desencadeia compulsão

comprar pra não se matar

depois se matar pra pagar


ciclo vicioso de débito

os concelhos eu não ouço

mais limite no meu crédito

dói mesmo é no bolso


entre giletes e boletos

gastar é meu impulso

possuir para viver


entre dívidas e sonetos

me economiza o pulso

a satisfação de ter


sai de cima


se não fode ama, sai de cima

se não entra, sai da porta

eu que já perdi o clima

e mais nada me importa


nada contra romancinhos

mas exigem demais paciência

não tenho idade pra joguinhos

de verdade ou consequência


ou é, ou não é

vai somar na minha vida

ou ser mais uma decepção


ou fica, ou mete o pé

que amor não enche barriga

nem sexo enche coração


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

7 anos

 Bendita a hora em que decidi sair do armário! E não, não é sobre assumir minha sexualidade, isso eu fiz com 15 anos de idade pro meu pai, antes mesmo da minha mãe saber. Mas me refiro a sair do armário com relação aos meus pensamentos, sobre assumir meus sentimentos à 7 anos atrás, em agosto de 2015. Assumir meus monólogos publicamente, levar minhas questões e modo de ver tudo do meu interior pra outra pessoa, foi e é libertador, um divisor de águas na minha vida.

 Não falo aqui dos meus 7 anos escrevendo, como se eu tivesse vencido ou zerado a vida, mas falo com referência à plenitude e felicidade que sinto em compartilhar minha essência e expressar a entidade poética todo esse tempo, além da gratidão que é inenarrável. E lembro que em 2013 tive a coragem de mostrar pra uma amiga no ensino médio(que por sinal não esta mais entre nós, saudosa Beatriz), que logo se viu no que eu havia escrito no poema. Aquilo então me deu fôlego para reunir, editar, reescrever e produzir novos textos, para que eu pudesse ter algum conteúdo para expor.

 Mais tarde, entendi que a motivação não era sobre ter a validação de outra pessoa, mas sobre poder tocar outra alma e empatizar com ela. Então achei que poderia alcançar mais pessoas e levar pra elas a mesma sensação libertadora de saber que os sentimentos não são singulares. Nessa época não se falava de poesia ou qualquer forma de literatura entre os jovens da minha idade, nem muito menos se abordava sobre na mídia, além de blog ter sido esquecido em 2009 pela internet, já que tínhamos o estouro das redes sociais.

 Mas decidi investir mesmo assim nas publicações dos meus escritos, afinal eu precisava organizá-los além do papel e caneta. Desde então, publico aqui fielmente desde os meus 20 anos. Já pensei por diversas vezes em parar, mas o amor pela escrita não me deixa frear esse impulso por escrever sem necessariamente um fim lucrativo(inclusive atualmente estou nessa meta para que se torne um). Pois expressar o que eu sinto escrevendo, é o que eu sou e reflexões sobre amor e resiliência são minha matéria favorita.

 Poesia como um imã sempre me sugando de volta, nas diversas áreas da minha vida, ligou caminhos que eu jamais poderia imaginar cruzar, proporcionando um leque de ciclos que tem ecoado e laços que tem fortalecido minhas asas. Hoje produzo todo tipo de conteúdo, mas não paro com a diversidade poética autoral do Monóloguz, ainda mais numa era em que o blogueiro tem sido um pouco mais valorizado e o escritor independente tido seu espaço na rede. E se Deus permitir, em breve na sua mesa de cabeceira. Gratidão pelo afeto!


terça-feira, 2 de agosto de 2022

vacina 3.0

 Em fim tomei minha terceira dose da vacina contra o covid-19. Graças ao SUS(Sistema Único de Saúde), temos vacinas suficientes para toda a população, como é direito de todo cidadão brasileiro. E boa parte do nosso dinheiro está investido nisso, não da forma como deveria, mas nossos impostos custeiam a saúde pública e os demais sistemas.

 E como é de lei eu produzir um texto ideológico a respeito, sinto que neste eu deveria falar sobre o que parece estar vindo por aí. Mal saímos da pandemia de um vírus, que por sinal ainda não se extirpou, e já temos uma nova doença, que atualmente atinge aproximadamente cinco mil pessoas no mundo. A varíola dos macacos, provocada pelo monkeypox vírus, é uma zoonose e não é uma doença nova, foi descoberta por volta de 1958 nos macacos e infectou humanos por volta de 1970, mas até então só era comum em alguns países.

 Até que em maio, nos deparamos com um surto internacional, declarado pela OMF(Organização Mundial da Saúde), uma emergência de saúde pública. É uma zoonose viral, ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos e também se propaga entre as pessoas. A transmissão desse vírus, ocorre comumente pelo contato físico, e os sintomas são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, fraqueza, gânglios linfáticos inchados e erupção ou lesões cutâneas, durando entre duas e quatro semanas.

 Então eu me pergunto, o que será do brasileiro, se o governo do nosso país continuar seguindo pela direção que tem trilhado? Será que teremos suporte pra mais um surto, que tem a probabilidade de se estender pelo brasil?

Informações sobre a doença coletadas de brasil.un.org/pt-br 


quinta-feira, 14 de julho de 2022

enquadro


Ensaio por: @3ternize

 Siga, admire e tenha como referência, mas se prefira sempre. Nesse mundo de aparência, se não se amar, nem entre.

 O que mais se vê, é ostentação e felicidade, quando boa parte disso nem é real. que tudo flui também na verdade, sem necessariamente postar na rede-social.

 Mais que mostrar, é sentir, estando on ou off. Felicidade num mínimo detalhe pode residir, nem sempre no livro inteiro, às vezes só numa estrofe.

 Molde que obriga a se enquadrar, nem sempre faz bem pra mente. Espaço que te força a se encaixar, é uma prisão literalmente.

 Não é justo e é uma loucura expor mais do que a vivência. Ter que estampar que é feliz a qualquer custo, não é estilo de vida, é doença.


sábado, 2 de julho de 2022

sabote

 Eles sabem que sua fraqueza está em duvidar de seus próprios poderes como semideus e só assim podem afastar o que soa como uma ameaça. Eles sabem que mais que te sabotar, é fazer você mesmo se sabotar, e dessa forma o cavalo de troia nem precisa entrar pelos portões, mas se forma dentro das muralhas.


tolo


 tolo não é o que fácil se apaixona

mas o que na frieza se aprisiona


raso


 quando relações muito

profundas afogam

prefira o raso


sexta-feira, 1 de julho de 2022