Translate

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Humanas Bactérias

Sejamos nós então o antídoto pr'esse veneno, sejamos então o remédio pr'essa doença. O corpo terrestre está contaminado. Células cancerosas transitam paralisando os membros. Humanas-Bactérias adoecem a bola de vida.

As árvores também frutificam seus cânceres. Levai a cura da palavra ao parasita, pra que assim a hospedeira seja sanada. Extirpemos no diálogo este tipo de peste. Como anticorpos, defendamos e protestemos contra o nocivo, contra isso que adoece e quer manipular o sistema sanguíneo.

A resposta imune do organismo da bola de vida, não tem sido eficaz com seus glóbulos brancos em furacoes e maremotos. A superfície epiderme já demonstra claramente as inflamações em furúnculos vulcânicos e febres tectônicas em terremotos.

O corpo tem reagido, e é contra toda essa porcentagem que a si imacula e hierarquifica uma raça, que é humana. Atuemos como célula que produz e não como bactéria que contamina. Quantos mais desastres a natureza vai precisar executar pra dizer que esses seres devem ser combatidos?


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Não esbanje o ouro dos seus dias escutando os enfadonhos, tentando melhorar a sorte dos falhados ou abandonando a sua vida aos ignorantes, ao que é vulgar e rasteiro. São esses os objectivos mórbidos, os ideais falsos da nossa época. Viva! Viva a maravilhosa vida que há em si! Não perca nada! Busque sempre sensações novas! Não tenha medo de nada!... Um novo hedonismo - eis o que ao nosso século é preciso. O senhor poderia ser o seu símbolo visível. Com a sua personalidade nada há que não possa fazer. O mundo pertence-lhe por uma temporada... Quando eu o encontrei, vi que não tinha consciência absolutamente alguma do que realmente é, do que realmente podia ser. Dimanava de' si tamanho encanto para mim, que senti que devia dizer-lhe alguma coisa a seu respeito. Pensei que seria uma coisa terrivelmente trágica vê-lo malbaratar a sua vida. Pois a sua mocidade há-de durar tão pouco tempo - tão pouco tempo... As flores vulgares dos montes murcham, mas vicejam de novo. O codesso estará para o ano tão rútilo como agora. Dentro dum mês haverá estrelas purpúreas nas clematites, e, ano após ano, a noite verde das suas folhas será esmaltada pelas suas estrelas de púrpura. A nossa mocidade, porém, é que nunca reverdece. As pulsações da alegria que em nós palpita aos vinte anos amolentam-se e afrouxam.

Do Livro: O Retrato de Dorian Gray

Logo Parto

Seja onde for,
No tato irei sentir.
Seco ou cheio de rancor,
A pessoa certa irá surgir.

E quando isso acontecer,
Ainda que eu negue
Antes do amanhecer
Nestas mãos estarei entregue.

Na fuga do jogo
Da velha aposta
Sou natural, assim.

Atearei fogo
Na mesa posta
Liberto, em fim.


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

De Repente Cego


Sem o sentido da visão, é como se me fossem aflorados todos os outros sentidos. Tal maldição, num dom me recaiu, e pleno da gratidão aos céus, pelo mal e pelo bem que me aconteça, na base da certeza em fé de que qualquer que seja a equação ou ordens de fatores, quem calcula a vida, é bom em todo o resultado.

Com meu tato, toquei tudo que era concreto de boas e más intenções. Pude apalpar o que me era omitido de ver, sendo capaz de medir o quão era os profundos e rasos das almas. Se eram macias e afáveis ou ásperas e grosseiras.

Na audição, eu sentia os timbres das vozes, nitidamente os verdadeiros tons por traz do que sorria. Visão ali, era as revelações das auras. De modo latente, cada cor me vibrava sua verdade, permitindo-me enxergar suas alvuras.

Era possível farejar ao longe, destilares e moléculas de venenos em seus diferenciados odores. Meu olfato entrava em claustrofobia nos contatos com o que era tóxico, mas também me apeteciam os feromônios que me cruzavam.

Meu paladar otimizado, me proporcionava degustar em êxtase tudo que minha língua tocasse. Podia eu então sugar cada gota das almas em transpiração, se azedas ou doçuras, afrodisíacos ou amarguras.


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Chicote

[Fragmentos]

Palavras agridem o peito,
mas a verdade que seja dita.
Palavras chicote da alma e
doutrina pra quem acredita.


sábado, 27 de outubro de 2018

Interno

[Fragmentos]


Aqui não há orgulho
Muito menos barulho
Nem regalo ou embrulho
Só silêncio e entulho
Das lágrimas o debulho
Dessa solidão que eu mergulho.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Amém

Por ter me feito ser obrigado a suportar toda aquela sua tardia adolescência, toda aquela juventude inconsequente, hoje que queres pousar, repousar, descanso, não estarei. Antes que haviam colhões pra aturar e purificar, toda aquela sacanagem com a minha cara, em amor. E hoje que quer o afago, o conforto de costume, infelizmente nem que eu me force, posso até cair no desejo da carne, mas logo me satisfaço e já levanto. Tanto pedi ao Pai que me livrasse do mal, que assim foi o amém.




sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Chove o Tempo

Refletindo minhas lágrimas
No telhado chove forte
Se abrindo vão as lástimas
Mas não o céu, sem sorte.

Manhãs e noites na gaveta
Brisa de alegria passageira
Enquanto na ampulheta
Escorre decepções de areia.

O céu como limite
Para aquele que não desiste
E nem é uma opção desistir.

Já que na amizade e no amor
Toda solidão eleva seu valor
Cabe-lhe apenas se permitir.

Por: Wallace Oliveira


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Em Partes

[Notas]


Se já existe ou já fizeram eu não sei. E se já tivesse visto em algum outro lugar talvez nem criaria. As poesias com continuação surgiram por serem muito complexas e exigirem uma próxima postagem. Uns por serem grandes a ponto de não caberem numa postagem só, outros por terem ordem cronológica e narrarem a vida real, dependendo do que possa acontecer no presente.

As poesias com continuação, começaram numa época da minha vida em que eu era meu único amigo e instrutor. Neste período me vi só e sem rota, sabendo que somente podia contar comigo. Isso era tão verídico de eu ser meu único amigo, que nessa época eu escrevia pra animar a mim mesmo e lembrar que eu me tinha, cambiando o exílio triste, numa solitude d'um amor próprio. E retratando isso o 'A Melhor Companhia' Parte 1 e Parte 2.

O outro poema consecutivo que teve mais de uma postagem, é o 'Depois de Quinta Parte 1' e o 'Muito Depois de Quinta Parte 2'. Estes são um dos únicos poemas que não são de minha autoria, mas são de partes de minha vivência. São também bons exemplos de ordem cronológica, já que foram escritos com intervalos de alguns anos de diferença de um para o outro.

Mais uma poesia de partes que surgiu, foi o 'Se Esfria ou Apimenta' Parte 1 e Parte 2. É um dos contos do Poesia Erótica enviado por uma leitora anônima (já que não revelamos a identidade). A história pede uma continuação, afinal queríamos saber o desfecho da história, se ela conseguiria apimentar ou esfriaria de vez o casamento. E por ela arriscar uma segunda tentativa, já que a primeira foi pela culatra, tudo não cabia num só post, prendendo o leitor.

E eu não poderia deixar de falar, ou melhor, escrever sobre o mais recente e último, não menos importante. É o poema mais longo dividido em partes do Monóloguz até agora. Esse é um dos que, dependendo da ordem cronológica do presente para existir como de seu resumo, para que coubesse em três partes. Baseado em fato real, O 'Calada' tem Parte 1, Parte 2 e Parte 3. E tanto é um poema que depende da realidade do presente para existir, que suas partes foram postadas em meses diferentes, acompanhando o tempo real. Nestes, narro a história de um amor dependente de outros fatores para existir. E relutante sobrevive aos poucos, reservando somente à terceira e última parte do poema, se morre ou vive.


domingo, 14 de outubro de 2018

Um Canto

Na onda vibracional um canto,
Com tons de alma e sentimento.
Vezes com riso, outras com pranto,
Pra trazer você, canto ao vento.

Canto pra que escute,
Independente de estar longe,
Que as notas repercute,
Em seu silêncio de monge.

Nas ondas do mar o submerja
Nas ondas do som o atrair
Se perdendo na correnteza

Como a Iara à conduzir
Sem que o pirata veja
O som do Oceano o engolir.



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Calada |Parte 3|

3/3

Ele num boomerang com aquela, que não largava o osso e nem dava a carta de alforria. E eu sem dar início aos meus planos, arrastada por este amor. Contudo entendi que era pra eu ir, mais uma vez, separei minhas mobílias das dele. Nada eu podia fazer, fugiu de minhas mãos qualquer domínio daquilo.

Me vi perdida de novo, mas numa luz dos aliados, tive um conselho que começou a dar resultado. Não eram truques baixos, nem armas, apenas atitude pr'uma retomada de controle da situação. Ainda que me doesse não responder quando me chamasse pra acolher, era necessário. Ainda que pesassem as estruturas de parecer bem não estando, era preciso.


Já que silenciada eu fui antes, como não pude perceber esse segredo de que calada eu deveria permanecer. Eu era dele mas muito mais minha. Infelizmente só ele me satisfaz, e muito era recíproco isso, porém eu devia negar meu calor. Daí então por fim, enxergue que ereto em mim, só eu o conduzo ao céu azul, sem que seja necessário que se tome antes um céu azul encapsulado, comprimido, medicado pra que se possa conduzir, como com a frígida.

Me retendo em conta-gotas, foi notada minha ausência. E o que parecia uma luz de meus aliados, agora era um holofote. Já não era eu maior parte das vezes quem procurava, já não era minha a maior parte da carência, já não era eu quem ardia em brasa. Se eu fosse voltar, que desta vez pela última, pra não mais ir. E assim foi. Retomar meu controle ali, era abrir aqueles olhos e fazer enxergar, que o amor que ele sentia não era por alguém, mas por algo. E esse algo eram momentos, bons, mas que passaram e agora novos viriam.


FIM.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Era das Trevas

[Fragmentos]



Era das Trevas
Geração Egoísta
Nação da Vaidade
Em Torno, Narcisista
À si Mente a Verdade
Século do Retrocesso
Tempo de Resguardo
Lixo em Excesso
Só Princípios Guardo
Refém da Poluição
Minoria com Valores
Embaçando a Visão
Temendo Opressores.



Realidade Paralela

[Notas]


Estes textos que vou citar, trazem uma linguagem bem metafórica sobre outra realidade paralela. Não menos real, mas num ponto de vista, narro neles horizontes e formas de ver, onde as emoções podem melhorar, onde o leitor possa se teletransportar pro mesmo ambiente. Um ótimo exemplo é o Radiação Positiva e Elementais que expressam muito claro outra forma de ver e lidar. Foram escritos inclusive, em períodos de minha vida fundamentais na minha espiritualidade e muito otimismo pro que estava por vir no meu caminho. Bom exemplo o Hallelujah! Namastê! Epa Hey! e o Conspiração do Universo. E posso até dizer, com toda convicção, que tudo que um autor vive, influi no que ele escreve de uma forma ou de outra. Como no Traz o Vento e no Contemporânea Revoada, onde eu vivia um momento de mudanças em muitos âmbitos e relacionamentos, e muita desordem do cômodo, quando tudo pedia um novo ar.





domingo, 7 de outubro de 2018

Denso

[Fragmentos]



Tão somente como o óleo, não se diluindo nem misturando. Aquele que invariavelmente unindo-se aos de sua mesma densidade, não se auto corroendo na ferrugem da vaidade.



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Fragmentos

[ESTRÉIA]

O Fragmentos é uma page do Monóloguz direcionada prum público sem tanto apetite de poesia, sem tanta paciência de ler, porém é capaz de absorver muito, em pouco conteúdo. Uma proposta do Monóloguz pra incentivar a leitura e atrair novos leitores. E não sendo uma página somente criada pra quem lê pouco, é aqui uma forma resumida de poesia, reunindo todos os Fragmentos já postados no blog, pedaços interminados e todos os trechos mofados de meus cadernos que não postados por serem tão curtos, e não sendo nem poemas nem sonetos, mas não deixando de ser um Fragmento de poesia.