Translate

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Limoções

Digamos que o Monóloguz não seja filho único, desse pai Universo Inspiração. Creio que muitos outros irmãos o Monóloguz tenha, mais velhos e caçulas, já que esse pai Universo Inspiração é tão infindo quanto fecundo.
Só é uma pena que a família não seja tão grande como eu esperava, pois neste século da contemporaneidade extinguem-se boa parte dos nossos pensadores.
Meu desejo é que nas décadas posteriores possamos nos multiplicar, mas se no presente eu não posso falar de quantidade, felizmente posso falar de qualidade! E como prefeito exemplo de qualidade, nosso irmão Limoções, que inclusive admira e esse mês homenageia nosso Monóloguz.
O Limoções compartilha de um conteúdo poético e um formato filosófico bem parecido com o Monóloguz, cheio de reflexões, poesias, pensamentos e muita arte. O que faz nos sentir menos sozinhos neste século. Obrigado Irmão!

 
 



segunda-feira, 16 de abril de 2018

M'esgota

E é assim sempre
Do nada vem
Sem que eu me lembre
Já não quero ninguém

Leva o que tenho
Suga meu desejo
Minhas mãos contenho
Mas vai além do beijo

Depois perco a vontade
De conhecer alguém
Que vá além da amizade

De forma que refém
M'esgota quando acordo
Mas regressa se transbordo.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Carta ao Suicídio

Depois de um suicídio já é tarde. Quantos fizeram seu

papel? Não adianta o remorso do que não se foi feito pra

reverter ou até do que se foi feito pra ocasionar. Na verdade,

quantos desfocaram do próprio umbigo pra olhar pro próximo,

quiçá notar alguma diferença que tenha ficado em evidência.

Às vezes nos achamos fortes o suficiente pra não precisarmos

do outro ou fracos demais pra cada um ser por si e se virar

sozinho. Sinceramente foda-se isso, quando o amor se desvai

dos corações repletos de egoísmo. Quem sabe o essencial fosse

tão simples que estivesse contido em gentileza ou cortesia.

E ainda que crenças e religiões condenem o ato suicida, não

nos pertence o malhete do juiz pra que possamos julgar.

Se foi fuga, coragem, fraqueza, egoísmo, já não importa mais.

Se lâminas fizeram a vida escorrer, excesso de medicamento ou

uma corda no pescoço, importa menos ainda. Não escrevo aqui

pra arrependimento ou culpa, que não levarão a lugar algum do

passado, escrevo pra empatia, que sim, pode levar a algum lugar

no presente que possa mudar um futuro.

 


 

quarta-feira, 14 de março de 2018

A falsa aparência da mudança se manterá
até que sua postura perante a ela ceda,
alcançando por fim sua finalidade te vendo
desabar. Atuará, mentirá e quiçá use da
ilusão pra que te dispa da tal postura que
sem intuito fere mas te torna superior,
imprimindo indiferença e desprezo.
Estruturas essas às vezes remetidas ao
difamado orgulho, que comumente aderido
a um defeito, mas nesse caso interpretando
uma evolução no ser, um orgulho de si e do
que já se viveu sem menosprezar. Perdões e
arrependimentos talvez protagonizem, mas
ceder a essa postura forte, permitirá que
veja a máscara cair. Talvez não seja tão
fácil retornar às bases fortes depois, mas se
repor tal postura, terá novamente a chance
de ver se repondo a máscara, a falsa aparência,
o teatro, elaborado de pretensões, na finalidade
de te submeter.




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Nessa fuga

E o que você fez? Fugiu?
Não teve forças? Se acovardou?
Deixou que escapasse das mãos
o próprio destino por uma falta
de ação e foi chorando pra casa.
Se vitimizou, e pra si mesmo, pois
se quer expôs verdadeiramente o
que sentia.

Sem se pronunciar sobre, entrelinhar
ou quiçá num comentário subintender
o sentimento. Porém, se quer quis
jogar, tentar a sorte na aposta, usar
algumas cartas, não seria uma trapaça.
Até brigar também seria um manifesto
de sentimento.

Mas optou por omitir, escolheu se
proteger da suposta dor. Permitiu que
o amor que sentia decaísse como um
anjo rebelde que corrompe o coração.
Nem o mataste nem coroaste, mas
criastes um inferno pra que lá viva e lhe
arraste quando caíres no pecado de
amar de novo.

 

sábado, 18 de novembro de 2017

Solte-me

Não é por não sentir. Não é pelo tempo ou distância. Mas por que já gosto e tudo foi muito propício, como recíproco. Preciso que se aparte, preciso de mais disso que agora tenho. Não posso mergulhar agora, solte-me!
 
Me espere no meio, já lhe alcanço, acabei de vir de lá. Talvez até mesmo você também, só que ainda tens fôlego, eu não. Agora que minha pele secou e não sinto mais o frio, permita-me sentir um tanto o sol em meu rosto. Se quiser esperar.
 
Mas se não, também não tarde em ir, nem espere seu feromônio entranhar em meus edredons ou muito menos minhas narinas ansiarem você. Perdoe a cautela do automático, instinto de quem já se afogou ali, então seguremos o fôlego.
 
 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Modo Avião

Sem saber mais como agir
As palavras brutas, saltam da boca.
Bem mais fácil que engolir
Discute até que a voz fique rouca.

Confusão, indisciplina, confete
Não mais viver com o coração.
Mantê-lo longe de tudo que o afete
Ligá-lo no modo avião.


Dentro não podes mais ver
Pra que nem você nem eu se fira.
Formalidade, em preservativos nos contorcer
Uma automática relação de mentira.

Voar, pra lonjão ir, partir, sumir
Das turbulências, Pai, livrai-me.
Sapatos sujos de tanto o baile seguir
Perdi até meu telefone, estou offline.

domingo, 20 de agosto de 2017

Me pergunto

Se isso é um sinal do amor
Ou isca pra desilusão na verdade.
Se é um novo rancor,
Ou as novas portas da liberdade.

Quando vai começar a doer,

Se vai sarar o que está ferido?
Se o amor vai renascer,
Ou somente tempo perdido.



Avanço, arrisco, aposto?
Quem sabe doses de tempo,
Saber se amo, odeio ou gosto.


É inverno talvez m'esqueça

E me largue só, ao relento,
Ou traga fogueira, um beijo, m'aqueça.

sábado, 19 de agosto de 2017

- Volume da calça -

[POESIA ERÓTICA]

Antes era apenas uma fofoca
Boato entre minhas amigas e eu.
Certos detalhes só mulher nota
Até que uma amiga de fato conheceu.

Era um homem grande, maravilhoso
Que todas nós cobiçávamos.
Era um tremendo gostoso
Mas o tamanho da mala reparávamos.


O que antes a gente só notava
Agora era comprovado.
Era pequeno como eu imaginava
O detalhe é que só queria no rabo.

Tim tim por tim tim minha amiga contou
Pensou que o boy não era de nada.
O cabelo dela logo puxou
Revelando que na verdade tinha pegada.

Sabia usar a língua, dedos inclusive
Conforme narrava, me transportei pra cena.
Sentar nele também me dava apetite
Arregaçando o brinquedinho dele sem pena.

Quando cansava, ela me contando
Tinha que fugir pro banheiro.
Se dormisse, logo vinha botando
Por ele, foderia o tempo inteiro.


Achando ela que dominaria
Fazendo gamar sentando no pau.
É que jamais ela preveria
Que quanto menor a rola, maior o apetite sexual.

De cabeça pra baixo viraram o motel
Do macho ela fez a propaganda.
Que como em lua de mel
Trepou até ficar manca.

Não dava pra engolir
Mas de costa eu quis quicar.
Boas amigas sabem dividir
Acho que quero experimentar.
- Anônimo -