Translate

domingo, 10 de maio de 2020


Saudações leitores! Espero que estejamos todos bem. Venho por meio deste post, justificar a ausência nas últimas semanas, já que devido a pandemia, o Monóloguz prepararia um material mais composto e semanal para os que cumprissem a quarentena ficando em casa, o que não foi possível produzir. 
O blog já teve algumas pausas, por alguns motivos; por férias, por manutenções técnicas, por produção de material, mas nunca por motivos de saúde, como veio a acontecer. Bom, eu Matteus Ianella, autor do Monóloguz, venho comunicar que já me recuperei do covid-19 e cumpri a quarentena especificada pelo médico, e venho pedir aos leitores que cumpram a quarentena aconselhada pela OMS. Lembrando que temos o direito de ir e vir, mas é nosso dever a conscientização. Se precisar sair, use máscara, pois só a máscara pode prevenir ir e conter o número de contaminações e mortes, já que a saúde no nosso país não é tratada como prioridade. E antes que esse comunicado abranja para questões políticas, eu encerro por aqui. Ainda não estou recuperado 100% dos sintomas, mas meu estágio não foi dos graves e graças a Deus já estou apto à mais compor.

Grato aos leitores que ainda assim fomentam as visualizações e Obrigado pela compreensão.


Este Pouco Caso

Entenda que boa parte ou parte inteira deste pouco caso e desapego impresso, é só atuação proposital, na intenção de lhe afetar. E se te quero tanto assim e não demonstro, é porque mais de você pode ser feito para que me conquiste. E não mostrar a entrega, quando já é seu meu coração, causando o medo de não mais o ter.
Onde sumir é a ideia. Realçar o abandono, provocando o gosto de fim. Pondo na tua mente uma incógnita, do motivo dos desprezos. Perdoe essa indelicadeza, é tudo fruto daquilo que um dia foi dor.
Perdoe essas muralhas e fortalezas, minhas barreiras e incertezas, que me impedem de sorrir.
Que me faz confundir o inofensivo, com algo nocivo, que possa me ferir.
Eu te quero bem. Só perdoe minhas cicatrizes, minhas tentativas infelizes, de um passado a interferir.


domingo, 5 de abril de 2020

Monstro Amor


É o monstro amor, esse que você foge. Mostro o monstro amor, demonstro e você corre.

Esse que rima com terror, que de pavor você morre. Mas quando ele se for, peço que não chore.

Te assusta esse amor, mas não se apavore. E ainda que traga dor, espero que não ignore.

Não tem sexo, não tem cor, nem doutrina que reprove. Resistente ao que se impor, não se funde, nem dissolve.

Não se rende o amor, nem à mira do revólver. E se o ódio se impor, mais ele desenvolve.

Demonstro o monstro Amor, mostro o que me move. É o que se tem de mais valor, se dá e se devolve.


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Cada Trecho

Cada sentimento é um trecho
Cada trecho me rendia
Me rendia o desfecho 
De uma nova poesia.

E o que tem dentro expor
Sem nenhum problema
De dentro pra fora compor
Nos dedos um novo poema

Me esvaziar num papel
Me jorrar de escrever
Mesmo fechado o tempo

Com palavras abrir o céu 
Te molhar de chover 
Nos trechos de um sentimento.



segunda-feira, 30 de março de 2020

"Qual vírus é o mais predominante, o do Corona ou o da ignorância?"

Estamos no final do 3° mês do início de 2020. E um vírus que começou a se proliferar na Ásia, no fim do ano passado, já se espalhou por todos os continentes, infectando milhares de pessoas. Países do mundo todo fecham suas fronteiras, se mobilizando pra conter o aumento do número de contaminações, declarando quarentena, isolamento total, fechando redes de ensino e shoppings, para que não hajam mais mortos nem superlotação nos hospitais. A população se divide entre os desesperados e os despreocupados. Os que esgotam remédios das farmácias e as prateleiras dos supermercados, sem necessidade do extremo, e os desacreditados dos surto que continuam suas vidas como se nada estivesse acontecendo, desobedecendo a quarentena.
A economia do país está abalada, e se antes já não estava boa, depois do surto, pior se prevê que fique. Enquanto o presidente nacional preocupado com o capital, que até pouco tempo estava com a suspeita do Covid-19, declara que a pandemia é só uma gripezinha, apoiando o fim do confinamento, estando mais preocupado com falidos do que com falecidos. E agora a questão é: "Qual vírus é o mais predominante, o do Corona ou o da ignorância?"





domingo, 22 de março de 2020

O Livro Roubado

Neste Marca-Texto, vou falar de um dos meus livros favoritos de poesia, "O livro roubado". Sem nenhuma apologia à este feito, venho eu aqui desabafar meu delito e o que este livro significou.

Era o início das aulas e a biblioteca acabara de abrir para os estudantes. Eu era novo no colégio e não sabia da existência da biblioteca, até precisar buscar os livros das matérias bimestrais lá. Quando me deparei com um mundo! Tinha livro de todo tipo de conteúdo, e para cada livro na prateleira, havia no mínimo outros cinco exemplares do mesmo.
Então perguntei para a Senhorinha que estava na recepção da biblioteca, o porquê de tantos livros sobrando. Ela então disse, que a direção do colégio tinha a expectativa de promover melhor a leitura entre os alunos, o que não estava tendo eficácia. Então continuei pelas prateleiras degustando cada título. Foi quando vi o livro "Na Trança do Tempo", da poetisa Lena Jesus Ponte.



E ali mesmo comecei ler aquele livro. E cada pedaço que eu lia, era como se eu me tornasse cada sensação natural ali descrita. Me identifiquei de forma que eu já tinha muito das escritas haicais, e não sabia. Achei uma injustiça os livros mofando e empoeirados, com uma escola cheia de alunos. Então perguntei se eu podia levar o livro para casa, ja que poucos pegavam pra ler. Ela disse que sim, porém eu teria de assinar meu nome e devolver num prazo de quatro dias.
Mas eu queria aquele livro para mim e não ia assinar meu nome pra ela saber que ele estava comigo. Quando notei que ela usava óculos de graus bem fortes, e tinha um dos olhos imóveis, de vidro (não lembro se era o direito ou o esquerdo). Então indiscretamente perguntei, com toda gentileza é claro, o que acontecera com sua visão. E ela começou a contar se distraindo enquanto tirava os óculos. Talvez eu tenha cometido ali, o meu pior pecado. Mas o motivo de eu não lembrar o que aconteceu para ela usar um olho de vidro, é que eu estava ocupado por trás do balcão, colocando o livro na minha mochila.


sexta-feira, 6 de março de 2020

Cordeiro em Pele de Lobo

[Fragmentos]

Tanto o lobo vestiu lã, que o cordeiro aprendeu a caçar pra vestir pele e também estar no meio da manada imperceptível.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Orgulho de Si

Orgulho de mim, é cabeça erguida. Não é nariz em pé, é ser dono da própria vida. Longe do que é soberba, é humildade demais até, e de tanto que pisada, de se submeter já cansada, resolveu usar a fé.
É somente postura, na glória e na luta, que estiver por chegar. Ainda que superioridade pareça, não julgue nem desmereça, mas primeiro conheça, pra depois falar.




domingo, 1 de março de 2020

Águas de Março

[Notas]


...É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento vetando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da ciumeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de a tiradeira...


...São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração... 🎶


E nesse tema das Águas de Março, o Notas reúne as águas do Monóloguz, poesias divididas em Água Doce, Mar e Chuva, para fechar o verão da melhor forma de sentimento.

- Àgua Doce - Água Doce reúne: "Fluxo da Corrente"; que traz numa linguagem figurativa muito do que é desapego e fuga para liberdade na esperança do novo. "Água Mole, Pedra Dura"; narra figurativamente, um desgaste da insistência no que não cede e a fadiga do muito tentar, resultando por seguir o próprio destino. "Poços de Amigos"; também no figurado, narra como água, os amigos, aos que quanto mais têm, menos cuidam.

- Mar - Mar reúne: "Captemos, Capitães"; que narra o mar como a cruzada à maturidade, nas instruções ao que navegar pr'este norte. "Um Canto"; fala de uma intensidade de sentimento capaz de alcançar a quem se quer, no encanto do canto, atraindo para o mar que no texto simboliza o amor do eu lírico. "Verde Transparente"; conta um encanto com a imensidão e a incapacidade de se manter vivo naquele mar que também era o amor e afogava.

- Chuva - Chuva reúne: "Chuva de Chumbo"; que é um protesto em poesia a respeito da violência covarde à quem é pobre e morador de periferia, talvez um dos poemas que mais choque. "Chove o Tempo"; é de um dos convidados do Monóloguz, Wallace Oliveira, com adaptação poética do blog mantendo a originalidade do sentido autoral, que narra a chuva como as próprias lágrimas do eu lírico que não cessam como as feridas que se abrem no oposto do céu fechado. "Parar de Chover"; fala do cessar da chuva, que nutria o que era amor, como uma árvore frutífera, lançando a questão de permitir morrer ou não.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Arcaica Opressão

Nos mesmos clichês de culpar o macho, também culpada é a fêmea de se relacionar com o que não é homem. Já que ser homem se mede em caráter e comer vagina ou tamanho de pau, não o torna mais homem nem superior.
Tal embuste que como peixe, pela boca logo morre dando os indícios de sua podridão interna. É coitado, pois sua é só uma das parcelas dessa culpa de uma sociedade machista entranhada. Só são os filhotes órfãos de uma doutrina arcaica de opressão ao mais frágil.
Dinheiro nenhum vale o hematoma,
Mulher que grita não é chorona,
Que todas as opressões venham à tona,
Antes que mais uma entre em Coma.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Caber



[Fragmentos]

Nunca se diminua para caber, se transborde de não se conter, é aí que está o seu poder, antes de outra pessoa ame a você.


domingo, 9 de fevereiro de 2020

Foda, Moda

Tá na moda e eu não sou a moda. Sou a árvore desse galho que poda. Mais que só a carência, amor é a tendência e cafona é a vazia foda. Te oriente, sou decente, a maldade está na mente e eu não sei me insinuar. Não sou alma descarada, nem de santo tenho nada. Não me curvo ao deliberado, é só uma questão de palpite, ter o desejo ponderado, à tudo que tem um limite. Ainda sou orgânico, sei sentir e existir, mesmo que forçado ao mecânico, do padrão a se seguir.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Distante

[Fragmentos]


Quando toda a pena vale, não é a distância que afasta, do contrário, é a que torna mais claro o caminho. E ainda que longo de ser percorrido, é nas resistências das extremidades, que se tem as certezas do que se quer e há aposta sem receio. Onde pra uns toda distância a visão turva, pra outros é o que ilumina nas estradas cada curva.





segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Poços de Amigos


Sempre preocupados em encher seus poços, mas nem um pouco dispostos a tratar as reservas que já possuem. Gastam seu tempo, cavando mais e mais poços, por mais estocar. O que não é problema quando não se tem o suficiente ou assistência necessária pra todo tratamento. E o receio da falta, faz esquecer o que já se tem, entregando às toxinas, e deixando poluir o que deveria ser límpido. Num desperdício e desvalor, preferindo quantidade de água suja, que a transparência cristalina.


domingo, 29 de dezembro de 2019

Novinho Safado

[Poesia Erótica]🔞

Revi uma amiga
Voltando do trabalho
Uma das mais antigas
Da época do ginásio

Muito bom relembrar 
Mas a vida vai seguindo
Então resolvemos marcar
Um almoço de domingo

E foi na casa dela
Que nós almoçamos
Por sinal muito bela
Nós até brindamos

À vontade eu fiquei
Conheci o filho e o marido
Que desde que cheguei
Foram muito gentis comigo

Para ali dormir
Me fizeram o convite
Tornando a insistir
E recusar não me permite

Todos fomos para cama
Hora de descansar
Coloquei o pijama
E fui me deitar

No sono eu peguei
Até de madrugada
Quando eu acordei
Me sentindo apertada

Então levantei
Procurando o banheiro
Quando eu escutei
Um barulho solteiro

Eu segui aquele som
Vinha do quartinho
Debaixo do edredom
Era o filho sozinho

Então me escondi
E fiquei vendo
Bem abaixadinha ali
O que ele estava fazendo

Ficar ali olhando
Eu sei que não devia
Mas acabou me estigando
A punheta que ele batia

Até que me percebeu
Escondida, abaixada
Logo me levantei
Muito envergonhada


Isso não era normal
Então pedi desculpa
E ele com a mão no pau
Dizendo: Agora chupa!

Comecei a chupar
O pau de 18 anos
Nunca pensei experimentar
Não estava nos meus planos

Mas esqueci a idade
E só foquei no tesão
Chupei com vontade
O novinho com pauzão

Ele não aguentou
Quando tudo eu engoli
Na mesma hora gozou
Quase que eu bebi

Fui me conformando
Levantei no escuro
E ele me puxando
Com o pau ainda duro

Puxou meu cabelo
Montou em cima
Fodendo como coelho
Cheio de adrenalina


Achei que eu quem ia ensinar
Mas o novinho me deu um trato
Me fez até gozar
De bruço, de frango, de quatro

De tudo que foi jeito
O menino me comeu
Deixou até chupão no peito
O garoto surpreendeu

Não aguentava mais
De tanto sexo que a gente fez
E só me deixou em paz
Quando gozou a quinta vez.

- Anônimo -